Cremdeuspai

Cremdeuspai de cada dia, porque só tendo um cremdeuspai todo poderoso pra viver o dia-a-dia seja lá como ele for. Cremdeuspai!

Cremdeuspai

Cremdeuspai de cada dia, porque só tendo um cremdeuspai todo poderoso pra viver o dia-a-dia seja lá como ele for. Cremdeuspai!
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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008

29.01.08

AMOR NÃO MORRE DE VELHO...

 

 

A mesma flecha que desperta o amor é usada para definir o seu fim. Usamos a arma de acordo com nossa vontade. De acordo com a nossa covardia ou coragem em relação ao amor. Arriscamos vivê-lo e quando vivemos, tememos a sua imortalidade...como diz Fabrício Carpinejar:

O amor nunca morre de morte natural. Añais Nin estava certa.

Morre porque o matamos ou o deixamos morrer.

Morre envenenado pela angústia. Morre enforcado pelo abraço. Morre esfaqueado pelas costas. Morre eletrocutado pela sinceridade. Morre atropelado pela grosseria. Morre sufocado pela desavença.

Mortes patéticas, cruéis, sem obituário e missa de sétimo dia.

Mortes sem sangramento. Lavadas. Com os ossos e as lembranças deslocados.

O amor não morre de velhice, em paz com a cama e com a fortuna dos dedos.

Morre com um beijo dado sem ênfase. Um dia morno. Uma indiferença. Uma conversa surda. Morre porque queremos que morra. Decidimos que ele está morto. Facilitamos seu estremecimento.

O amor não poderia morrer, ele não tem fim. Nós que criamos a despedida por não suportar sua longevidade. Por invejar que ele seja maior do que a nossa vida.

O fim do amor não será suicídio. O amor é sempre homicídio. A boca estará estranhamente carregada.

Repassei os olhos pelos meus namoros e casamentos. Permiti que o amor morresse. Eu o vi indo para o mar de noite e não socorri. Eu vi que ele poderia escorregar dos andares da memória e não apressei o corrimão. Não avisei o amor no primeiro sinal de fraqueza. No primeiro acidente. Aceitei que desmoronasse, não levantei as ruínas sobre o passado. Fui orgulhoso e não me arrependi. Meu orgulho não salvou ninguém. O orgulho não salva, o orgulho coleciona mortos.

No mínimo, merecia ser incriminado por omissão.

Mas talvez eu tenha matado meus amores. Seja um serial killer. Perigoso, silencioso, como todos os amantes, com aparência inofensiva de balconista. Fiz da dor uma alegria quando não restava alegria.

Mato; não confesso e repito os rituais. Escondo o corpo dela em meu próprio corpo. Durmo suando frio e disfarço que foi um pesadelo. Desfaço as pistas e suspeitas assim que termino o relacionamento. Queimo o que fui. E recomeço, com a certeza de que não houve testemunhas.
Mato porque não tolero o contraponto. A divergência. Mato porque ela conheceu meu lado escuro e estou envergonhado. Mato e mudo de personalidade, ao invés de conviver com minhas personalidades inacabadas e falhas.

Mato porque aguardava o elogio e recebia de volta a verdade.

O amor é perigoso para quem não resolveu seus problemas. O amor delata, o amor incomoda, o amor ofende, fala as coisas mais extraordinárias sem recuar. O amor é a boca suja. O amor repetirá na cozinha o que foi contado em segredo no quarto. O amor vai abrir o assoalho, o porão proibido, fazer faxina em sua casa. Colocar fora o que precisava, reintegrar ao armário o que temia rever.

O amor é sempre assassinado. Para confiarmos a nossa vida para outra pessoa, devemos saber o que fizemos antes com ela.

  • criado por  P.S criado por P.S
  • Postado em 09:06:18

28.01.08

TÔ APRENDENDO TAMBÉM

 

O QUE EU TAMBÉM NÃO ENTENDO - J.Quest

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Prá que você possa entender
O que eu também não entendo...

Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito prá ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir...

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender...

Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo...

Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também...

  • criado por  P.S criado por P.S
  • Postado em 20:20:09

SOBRE CASAMENTOS E ESTAS BOBAGENS

 

 

Era tantos que deram errado que passou a ter medo deles. Medo não, passou a achá-los desnecessários. Passou a olhar para cada um deles com total desdém ou má vontade. Entendia que eram nada mais que uma fuga. Um refúgio para aquelas pessoas que fogem de si mesmas. Lugar onde se escondiam todas as pessoas que tinha medo de ficar sozinhas. Lá, naquele altar, faziam juras de amor que pareciam uma promessa de segurança eterna. Engano. Viu que toda promessa era passível de ser desfeita a qualquer momento. Entendeu que contratos são rasgados e desfeitos ao mais simples desentendimento. E o que o arrependimento batia à porta daqueles que buscavam no casamento qualquer coisa que não fosse amor.

Por isto, diferente das demais, não acreditava em casamentos. Poderia até cair em algum, mais por prazer da cerimônia que pela expectativa da eternidade. Vestir-se de noiva era a parte que lhe trazia prazer. A cerimônia vez ou outra a tocava, dependendo do padre. O depois, não guardava surpresas. Era isto o que pensava. E por isto,  todos os dias subia ao altar. Casava-se com o fato de ser ela mesma e com a liberdade que isto lhe causava. E assim, viveu feliz para sempre.

  • criado por  P.S criado por P.S
  • Postado em 14:51:32

23.01.08

AMOR PRA TODO GOSTO

 

 

Tenho amores de todos os gostos e sabores. Amores pra vida inteira. Amores de uma noite ou aqueles pra passar o dia. Amores pra perder a hora. Amores pra fazer a hora passar mais depressa. Alguns pro tempo ir devagarinho que é pra não perder o gostinho da presença. Amores pra se esquecer. Outros pra não deixar de lembrar a cada instante. Amores que me movem. Outros que paralisam. Alguns me levam pra longe de mim. Paixões. Outros, me levam pra dentro de onde eu jamais pensei estar. Amores que aquecem. Amores que dão colo. Amores que me abraçam quando eu preciso apenas ficar em silêncio. Amores que me valorizam. Amores que me amadurecem. Amores que fragilizam. Amores que enfraquecem. Amores amigos. Amores irmãos. Amores possesivos. Paixões avassaladores. Amores fraternais. Amores que são apenas admiração. Amores carnais daqueles de dar arrepio e viver na cama. Amores de passar noites a fio num longo bate papo. Amores que se entendem pelo olhar. Amores que se fazem no toque. Amores vituais. Amores reais. Amores sinceros. Falsos amores. Amores que se quebram como um cristal. Amores que duram a vida inteira. Amores que se arriscam. Amores medrosos. Amores infantis. Amores caretas. Tenho amores para tudo que é amor. Nenhum deles é igual ao outro. Nenhum é menos e nenhum é mais. Talvez uns mais especiais que os outros. Amores nos quais me identifico. Amores que sinto falta de ter por perto. Amores que sinto saudades da voz e do cheiro. Mas todos estes, amores que valorizo, mantenho. Porque a existência deles é o que me mantém viva. Meus amores me fazem respirar. Por eles vale a pena viver. Por eles passo por tudo o que tiver que passar. Só pelos meus amores enfrento os desamores da minha vida, na certeza de que cada amor que tenho me compensará de todo ódio que irei passar.

  • criado por  P.S criado por P.S
  • Postado em 10:05:24

22.01.08

POR MIM TAMBÉM

"Por você, eu dançaria tango no teto..." (Frejat)

 

  • criado por  P.S criado por P.S
  • Postado em 14:52:44