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Foto: Bubbles
Acordou e viu que ainda tinha sonhos.
Eram tantos e tantos que logo se levantou para vive-los.
Eles tinham pressa pra acontecer.
Mal trocou de roupa e saiu em busca deles.
Não era necessário estar bem vestida ou linda.
Bastava que os encontrasse, um a um.
Seus sonhos eram todos simples.
Dobrou esquinas, atravessou em meio aos carros.
Largou o medo numa das lixeiras da rua.
Não ouviu a buzina dos carros, nenhum som de trânsito.
Saiu pelas ruas, mas permanecia dentro de si.
Parecia louca, mas não era.
Enlouquecida era aquele seu desejo de encontrar seus sonhos.

Foto: Olhares.com
Não pode pisar na linha. Saltar fora do quadrado. Não podemos pular etapas. Há momentos em que é preciso pisar do dois lados, tudo ao mesmo tempo. Pular de um pé só. Seguir para o céu. Sair do inferno. Jogar a pedrinha. Seguir em frente. E ainda, além de tudo isto, levar tudo como se fosse uma grande brincadeira. Viver os limites não como regras, mas como diversão. Uma opção de quem entra no jogo. Uma escolha que se faz ao optar por participar dele. Acertar o alvo. Seguir rumo. Focar. Saber onde se quer chegar. E chegar. A caminhada não é tão longa assim. Só é um tanto quanto complicada, mas quando se pega o ritmo, o jeito, aí sim fica mais fácil chegar.