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Foto: Nuno Belo
O amor é um espetáculo. Tudo bem, que um espetáculo que as vezes tem um custo alto. Outras vezes, pode parecer barato, como o que surge de graça sem que a gente merecesse participar dele. É um espetáculo da sorte, do acaso. Ou então, um espetáculo do destino se assim preferir. Desencontrado, muitas vezes, o amor não tem relógio pra acontecer e nem despertador previamente programado. Ele apita quando bem entender. E acelera o coração que sai apressado em busca daquilo que deseja. Se bem, que há quem se esconda de medo, debaixo da mesa, para não enfrentar o amor que bate à porta. É, o amor assusta e encoraja. Temido pelos fracos e desejado pelos aventureiros. Amor é bom pra quem quer ter histórias pra contar. O Alzheimer é capaz de levar tudo embora, mas as lembranças de um amor ficam pra eternidade, jamais caem no esquecimento. Amor não tem idade, está sempre em cartaz e temporada de moda. Muda-se os espectadores. Muda-se o olhar a respeito dele. Mas ele, o amor, é sempre o mesmo pra todo mundo, por mais que encaremos de forma diferente uns dos outros. O amor é uma arte, há de ser artista para lidar com ele. Contorcionismos, malabares, poetas, escritores, trapezistas. É necessário sensibilidade para percebê-lo acontecer. O amor é um espetáculo que acontece o tempo todo na vida da gente.