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A alegria é uma escolha que ela jamais deixava de fazer. Se ficava um pouco triste, logo um sorriso espantava sua tristeza. As duas, tristeza e alegria não cabiam num mesmo espaço. Uma sempre espantava a outra, e esta, era a alegria. Preferia a alegria à qualquer outra coisa que não fosse o riso, a sensação gostosa de ouvir uma gargalhada alta e prazerosa. A alegria, sua melhor companhia. Sua amiga, escolheu assim. As duas, a alegria e ela, saiam juntas pelo mundo distribuindo riso e abraços. Abraçava o mundo não como quem deseja controlar algo, mas como quem deseja trazer para si todas as delícias ao seu redor. Mais que isto, abraçava que era pra transmitir a alegria que não cabia dentro dela. E a alegria entornava na vida do outro, de cada um que por ela passava. E a alegria virou epidemia que ela não queria controlar. Nem ninguém. Não tem vacina e nem remédio. É um bem que se espalha feito vírus. Mas que são suaves como pétalas de rosas e fazem cócegas como plumas. A alegria é uma escolha que ela fazia todos os dias e dividia com quem passasse pelo seu caminho.