Cremdeuspai

Cremdeuspai de cada dia, porque só tendo um cremdeuspai todo poderoso pra viver o dia-a-dia seja lá como ele for. Cremdeuspai!

Cremdeuspai

Cremdeuspai de cada dia, porque só tendo um cremdeuspai todo poderoso pra viver o dia-a-dia seja lá como ele for. Cremdeuspai!
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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2008

23.06.08

QUE VENHA, ENTÃO

Foto: António Fery Antunes

Ana, não tinha hábito de escolher. Não conhecia seus gostos. Habituada a fazer aquilo que os outros queriam dela, não aprendeu a decidir sozinha o que queria. Comia o prato que lhe colocava à mesa e, mesmo quando cozinhava, fazia sempre o prato preferido de alguém. Não tinha prato preferido. Comia a preferência dos outros. Favorito, era tudo o que os outros tinham como predileto. Ela não, ela não tinha preferência alguma. A única escolha que fazia, era aceitar a escolha dos outros. Nada mais. E de tanto agradar, acabou desagradada. Ficou sozinha, desacompanhada daqueles de quem ela fora companhia o tempo todo. Ingratos? Não. Apenas pessoas que optaram por ser contrariadas, até mesmo para testar seus valores. Todo mundo precisa de opostos. Todos queremos questionamentos. Ana não, pelo menos não havia sido criada para isto. Mas sozinha, teve que se descobrir. Não dava pra ser vítima o tempo todo. A solidão lhe era uma má companhia, mas suficientemente útil para lhe apresentar aquilo que ela era.  Resolveu mudar a fachada da casa. Não sabendo sair para o lado de fora, abriu a janela. Chamou um pintor, que jamais vira antes, e lhe deu a cor da tinta: vermelha. Ele não a aconselhou. Disse a ela que vermelho é uma cor agressiva, vibrante demais. Uma cor que chama muito a atenção, que desperta sentimentos intensos e sensações fortes. Ana não exitou. Disse que a cor era exatamente o que ela precisava experimentar. Ela, que só gostava de brancos, optou pelo vermelho, da mesma cor que seu novo amor devia ter.

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  • Postado em 10:32:01

A FÉ QUE ELE ME DEVOLVE

 

Poucas pessoas conseguiram me devolver tanto quanto Fabrício. Desconfiei disto desde que o vi pela primeira vez. Não vou dizer aqui que foi amor à primeira vista, porque acho que amor vem mesmo com o tempo. Mas à primeira vista, rolou sim uma afinidade. Aquela identificação que a gente sente sem saber porquê. Fabrício acredita em coisas que eu também acredito. Fala da infância como uma saudade que não o impede de seguir em frente. Saudade que é lembrança boa e que nos resgata o que somos. Acredita na felicidade e a consegue ver em coisas que até então apenas eu parecia enxergar. Sempre que apontei a felicidade para as pessoas, elas pareciam míopes e mal conseguiam enxergar, tamanha a tristeza que viam. Nunca gostei de pessoas pessimistas, apenas aprendi a aceitá-las. E daí, vejo Fabrício que é tão parecido comigo que me ajudou a me conhecer através dele mesmo. A maneira que escrevo, que é a maneira que ele escreve. As coisas que quero dizer, mas de uma maneira bem mais sublime que a maneira que eu consigo expressar. Fabrício acredita no amor, da mesma forma que acredito. Bem mais no amor que na paixão. Num amor que não tem nada a ver com tesão, embora este seja uma delícia. Acredita no amor que não passa, como os relacionamentos que se dizem hoje baseados num amor que é efêmero. Leio Fabrício como quem lê a si mesmo e aos seus valores. Me reconheço em suas linhas e penso no quanto ainda não estou sozinha. Imagino que tantas outras pessoas têm a mesma idéia que a gente, mas são sabe dizer ou teme dizer. É que ser diferente, acreditar no impossível, exige mesmo coragem. A fé é uma coragem. É isto, Fabrício fala de fé. Um tipo de fé que não costumo ver por aí, mas que descubro em suas palavras. Nelas, reconheço a voz de Deus pregando o amor que é o maior de seus mandamentos. A fé no amor. O amor à fé. Sem isto, não somos nada e nem conseguiremos nada na vida. Sem Fabrício, pouco saberia de mim mesma, tentando me esconder por me achar tão diferente. Fabrício confirma a minha tese, me devolve a mim mesma e com ele, todas as noites converso através da leitura de seus textos. Falo comigo mesma de coisas que acredito e acordo como quem tem a certeza de que algo novo vai acontecer.

Fabrício, este ser que admiro é Fabrício Carpinejar: poeta, escritor e uma alma como poucas e do tipo que o mundo mais precisa. Além disto, é autor de um livro de crônicas que estou degustando aos poucos que é pra não terminar nunca "O amor esquece de começar".

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  • Postado em 09:48:08

21.06.08

PRECARIEDADE

 

As minhas precariedades me revelam. É o que me falta que me apresenta para os que estão de fora. São os meus limites que me contam quem eu sou. Não é o que tenho de melhor que me revela. Não são as qualidades que tenho que me tornam pessoa. São as minhas fragilidades. Os medos que tenho sou eu. Não os meus talentos, mas aquilo que eu tenho que aprimorar o tempo todo. O que sou de mais precário, é o que mais conta ao meu respeito. É o limite que me devolve a mim mesmo. Onde me esbarro naquilo que sou e que não me deixa ser outro, senão eu mesmo. Por isto, não temo minhas precariedades. Não escondo os meus defeitos. Um dia, Clarice Lispector me contou que eles, ou algum deles, pode ser o meu alicerce e jamais pode ser retirado de mim como se nunca fosse eu. Não que isto seja uma atitude comodista de não querer mudar. Mas são os meus defeitos que me transformam em pessoa. Só quando os olho de frente, é que percebo onde esta a pessoa que sou por trás de cada um deles. Sou frágil. Quebro quando transportada de forma errada. Posso trincar meus valores quando eles não são percebidos pelas pessoas que vivem ao meu redor. Mas não deixo de ser eu mesma, em nenhum destes momentos. Muito menos, aprendi a esconder minhas precariedades para parecer perfeita. Não sou perfeita. Tão pouco pretendo ser. Sou alguém em processo de feitura. Vivo minhas precariedades que irão me levar onde quero chegar: ser pessoa. Ser gente e não indivíduo. As minhas precariedades me revelam. Se as nego, escondo quem eu realmente sou. São as minhas fragilidades que contam a minha estória e me torna alguém especial e preparada para ser tão pessoa quanto você e te ajudar a ser tão pessoa quanto ainda pretendo ser.

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  • Postado em 12:57:30

20.06.08

PÉS DESCALÇOS

Quero trilha, cachoeiras, pés descalços. Nem que seja no fim de semana. Nas férias que, por enquanto, eu só posso planejar. Num feriado prolongado ou no meio da semana. Pouco importa. Quero trilhas, cachoeiras, pés descalços. E repousar meu chinelo em algum lugar, perto do mar, nas pedras ou simplesmente deixá-los na gaveta que é pra eu calçar quando voltar...se não ficar por lá.

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  • Postado em 14:12:56

17.06.08

LAVADA E ILUMINADA

 

Foto: shutterstock

Sei que hoje é terça-feira.
Tá bom, é início de semana e ainda tem muito pra acontecer.
Mas fala sério, nada como um banho quente numa noite de inverno.
Uma banheira de preferência, ou simplesmente uma ducha de massagear as costas.
E velas, velas pra esquentar o ambiente.
Velas pra aguçar o ânimo.
Vela pra dar mais cheiro à nossa vida.
Pra recuperar, pra recarregar as energias,.
Pra alegrar, velas de todas as cores, de todos os cheiros, formatos.
E depois, tranquila e refrescante ouvir uma música gostosa.
Lembrar de coisas da infância ou criar o futuro.
Do jeitinho que eu quero ter.

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  • Postado em 17:13:17