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	<title>Cremdeuspai</title>
	<subtitle type="html">Cremdeuspai de cada dia, porque s&#243; tendo um cremdeuspai todo poderoso pra viver o dia-a-dia seja l&#225; como ele for. Cremdeuspai!</subtitle>
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	<tagline>Cremdeuspai de cada dia, porque s&#243; tendo um cremdeuspai todo poderoso pra viver o dia-a-dia seja l&#225; como ele for. Cremdeuspai!</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">O QUE VEM POR A&#205;?</title>
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		    <updated>10.04.09 20:57:06</updated>
		    <published>22.01.09 09:46:28</published> 
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Foto: Raul Alexandre
E chegou 2009, com tudo aquilo que ele promete e como todos n&#243;s, as vezes n&#227;o cumpre. Promessas que a gente nem fez. Promessas em sil&#234;ncio. Planos diferentes dos nossos, muitas vezes melhores. Outras, nem tanto. Chegou 2009, faz algum tempo eu j&#225; sei, mas &#233; que ele acontece todos os dias, ou n&#227;o acontece como at&#233; agora me pareceu. &#201; aqui 2009 chegou e ainda n&#227;o chegou nenhum movimento novo, tudo parece muito igual ao que era antes e eu insisto que h&#225; de ser diferente.&#160; Chegou 2009, j&#225; faz um tempo, alguns dias, quase um m&#234;s. Ele j&#225; chegou, talvez eu que ainda n&#227;o tenha chegado junto dele, esteja atrasada, mas agora decidi chegar.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">EXPLOS&#195;O DE EMO&#199;&#213;ES</title>
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		    <updated>02.01.09 20:38:52</updated>
		    <published>31.12.08 09:28:20</published> 
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&#160;

Foto: Rodrigo Silva
Nada de fogos de artif&#237;cio. Aqui dentro de mim, explode as emo&#231;&#245;es de uma vida nova que vai come&#231;ar. Sei que da&#237;, do lado de fora, nem sempre voc&#234;s conseguem ouvir, mas aqui dentro est&#225; tudo em festa, em prece de ano novo. As emo&#231;&#245;es se espalham como os artif&#237;cios dos fogos no ar. &#201; t&#227;o colorido quanto bonito. Meu cora&#231;&#227;o est&#225; em plena comemora&#231;&#227;o. Se ajoelha pedindo a Deus por amores mais saud&#225;veis, por amizades mais sinceras. Ele quer &#233; coragem pra enfrentar estes sentimentos tortos com os quais acaba se deparando por a&#237;. Coragem pra fazer diferen&#231;a, pra semear a semelhan&#231;a entre ele e tantos outros. &#201; hora de anunciar a virada. A virada de p&#225;gina, de cambalhota, de lado. Momento de renovar as esperan&#231;as, de curar as saudades, de deixar para tr&#225;s os sofrimentos. Por tudo isto, meu cora&#231;&#227;o explode. Um espet&#225;culo que s&#243; eu sei o quanto &#233; bonito, o quanto pode fazer a diferen&#231;a nesta chegada do novo ano. De todos, o mais necess&#225;rio espet&#225;culo que eu podia assistir agora. Por isto, o meu sil&#234;ncio. Estou apreciando o que acontece aqui, dentro de mim. N&#227;o se preocupem se eu parecer quieta, se eu n&#227;o pular as sete ondas ou se eu n&#227;o estiver por a&#237; rodeada de gente e barulho quando der a meia noite. Estarei bem, comigo mesma, apreciando a explos&#227;o das minhas emo&#231;&#245;es. Esta explos&#227;o suave, delicada que acontece dentro de mim, pelo menos nesta &#233;poca do ano. Esta explos&#227;o que me leva sair do sil&#234;ncio durante os 365 dias do pr&#243;ximo ano. Que me faz, depois de me encontrar, me doar &#224;queles com quem encontrarei no meu caminho e neles fazer alguma merecida e esperada diferen&#231;a.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">AMOR PRA RECOME&#199;AR</title>
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		    <updated>30.12.08 19:59:03</updated>
		    <published>30.12.08 19:59:03</published> 
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Foto: Daniel Camacho
Amor pra recome&#231;ar Frejat Composi&#231;&#227;o: Frejat/Mauricio Barros/Mauro Sta. Cec&#237;lia Eu te desejo N&#227;o parar t&#227;o cedo Pois toda idade tem Prazer e medo... E com os que erram Feio e bastante Que voc&#234; consiga Ser tolerante... Quando voc&#234; ficar triste Que seja por um dia E n&#227;o o ano inteiro E que voc&#234; descubra Que rir &#233; bom Mas que rir de tudo &#201; desespero... Desejo! Que voc&#234; tenha a quem amar E quando estiver bem cansado Ainda, exista amor Pr&#225; recome&#231;ar Pr&#225; recome&#231;ar... Eu te desejo muitos amigos Mas que em um Voc&#234; possa confiar E que tenha at&#233; Inimigos Pr&#225; voc&#234; n&#227;o deixar De duvidar... Quando voc&#234; ficar triste Que seja por um dia E n&#227;o o ano inteiro E que voc&#234; descubra Que rir &#233; bom Mas que rir de tudo &#201; desespero... Desejo! Que voc&#234; tenha a quem amar E quando estiver bem cansado Ainda, exista amor Pr&#225; recome&#231;ar Pr&#225; recome&#231;ar... Eu desejo! Que voc&#234; ganhe dinheiro Pois &#233; preciso Viver tamb&#233;m E que voc&#234; diga a ele Pelo menos uma vez Quem &#233; mesmo O dono de quem... Desejo! Que voc&#234; tenha a quem amar E quando estiver bem cansado Ainda, exista amor Pr&#225; recome&#231;ar... Eu desejo! Que voc&#234; tenha a quem amar E quando estiver bem cansado Ainda, exista amor Pr&#225; recome&#231;ar Pr&#225; recome&#231;ar Pr&#225; recome&#231;ar... </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">&#192; ESPERA DA VIRADA</title>
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		    <updated>30.12.08 12:44:20</updated>
		    <published>29.12.08 18:13:44</published> 
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Foto: Honey/ Olhares.com
Estava chegando o ano novo e ele n&#227;o podia passar sem que eu o visse. Sentei-me, atenta na cal&#231;ada. Ficava de olhos bem apertos para n&#227;o perder nenhum movimento do rel&#243;gio. Os ponteiros movimentavam devagar. As pessoas n&#227;o, tinham pressa. Passaram correndo, umas pelas outras. Mal trocavam olhares, preocupadas com seus planos, dietas, presentes de ano novo. Eu n&#227;o. Estava preocupada com o encontro daqueles dois ponteiros que tinham o poder de recome&#231;ar a minha vida de novo. Eles sim, determinariam a minha vida. Os presentes, os embrulhos, nada disto fazia muita diferen&#231;a. Eles continuariam, tal como eu os ganhei, depois da virada do ano. J&#225; eu, estaria diferente. Desejava fechar os olhos assim que os ponteiros juntassem. Iria, ao som das batidas do sino da Igreja, fazer a minha prece de ser uma nova criatura. Entregaria a minha vida de cora&#231;&#227;o &#224;quele que eu acredito. O mesmo com quem comemorei o anivers&#225;rio poucos dias antes do dia de hoje. Mas hoje, quero &#233; virar a p&#225;gina deste ano e recome&#231;ar um novo cap&#237;tulo. Nele, quero escrever a hist&#243;ria que sempre sonhei aqui dentro de mim: mais amigos, mais amor, muita amizade, riso e esperan&#231;a. Viver esta hist&#243;ria de fazer parte de um mundo novo. Ser a esperan&#231;a de um futuro melhor, e n&#227;o somente esperar por ele. Fazer a parte que me cabe desta tarefa, conquistar a alegria que boa parte do mundo deseja e sair por a&#237;, espalhando pra quem quiser receber. Os ponteiros est&#227;o se aproximando. Mal posso esperar a meia noite, quando depois da minha prece, eu abrir os meus olhos e n&#227;o apenas ver aquilo que sou, mas enxergar aquilo que posso ser. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">ANESTESIA</title>
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		    <updated>26.12.08 13:45:16</updated>
		    <published>15.12.08 16:09:09</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">&#160;

Foto: Bubbles
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Melhor &#233; a anestesia. N&#227;o sofrer, n&#227;o saber, nada ver. A aus&#234;ncia de sentidos que evita o envolvimento com tudo aquilo que &#233; externo, que foge ao nosso controle. Anestesiados, distantes da dor que nos arranca a paz, que nos tira o sono, que desatina a alma. A dor nos arranca dos nossos desejos, porque enquanto d&#243;i tudo o mais parece n&#227;o ter a menor import&#226;ncia. N&#227;o saber &#233; uma forma de evitar o conhecimento do indesej&#225;vel. N&#227;o ver, faz calar a dor que sente o cora&#231;&#227;o. N&#227;o sofrer &#233; negar a liga&#231;&#227;o com o outro, assumir uma for&#231;a que na realidade somos incapazes de ter. Paralisados, inertes a tudo aquilo que deveria nos fazer mover, sentimo-nos mais seguros pra caminhar pelo caos da vida, t&#227;o cheia de improvisos e imprevistos com os quais acabamos trope&#231;ando. Anestesiados, o trope&#231;o perde a for&#231;a, a queda n&#227;o nos causa dor, as trai&#231;&#245;es parecem impercept&#237;veis e os amores ficam pra depois. Assim, acredita-se, sofrem menos os seres humanos, t&#227;o fr&#225;geis e vulner&#225;veis neste jogo da vida que s&#243; tem fim quando acaba. E se n&#227;o acaba, melhor &#233; estarmos anestesiados diante da viol&#234;ncia, da corrup&#231;&#227;o, dos erros, das trai&#231;&#245;es, das dores e de tudo o que nos leva ao sofrimento, este sentimento t&#227;o desconfort&#225;vel. N&#227;o se envolver &#233; a melhor maneira que encontram para se afastar do conhecimento do desagrad&#225;vel. Estamos mal acostumados com o desejo de uma vida ilus&#243;ria, t&#227;o cheia de satisfa&#231;&#245;es &#224;s nossas vontades, de mimos que n&#227;o vivemos mas insistimos em ter. O que foge a esta vida de conto de fadas &#233; negado atrav&#233;s da paralisia de nossas a&#231;&#245;es, este efeito narcotizando que nos inibe dos gestos. Sofro demais, algu&#233;m me disse. &#201; um sofrimento de quem lhe poupou o direito a anestesia nos momentos que foi preciso sofrer. N&#227;o me privo do direito a sensibilidade. Sou movida ao toque, ao gosto de sentir a vida ao meu redor, pelo meu corpo ainda que vez ou outra isto tenha que se manifestar do&#237;do. Prefiro a dor que a del&#237;cia de passar pelo fogo sem sentir o calor que este nos causa na pele, porque n&#227;o sentindo o calor que antecede a queimadura, corro o risco de tornar meu corpo inteiro em chamas e perder a vida pelo simples desejo de me tornar insens&#237;vel. Prefiro viver a vida por inteiro, passar pelo sofrimento da maneira que ele vier. Caminhar pela vida, por entre as pedras, misturar meus sentimentos aos dos outros, n&#227;o me acovardar diante dos riscos de uma vida por inteiro. Sofro, talvez at&#233; um pouco demais. Mas sofro porque n&#227;o me permito evitar o toque da vida. Sofro porque a vida me toca, isto me significa e s&#243; assim a vida me faz sentido.</content>
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