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Eu sinto a sede daqueles que jamais experimentaram água. Nâo sinto a sede de coca-cola como uma pessoa ligada apenas aos comerciais deTV. Tenho sede de realidade. Mais de pessoas que de coisas. Sede não de tudo o que já bebi pela vida afora, mas uma sede de tudo o que ainda não experimentei. Tenho sede do primeiro gole, de uma dose de vida que quero ter. Tenho sede dos meus sonhos e desejos. Sede do primeiro beijo. Sede do primeiro afago. Sede do aconchego que eu sinto quando estou em seus braços. Sede de tudo aquilo que ainda ei de viver. Minha sede é diferente das outras. Mas não diferente das que já tive. Ela seca a garganta. Ela dói no peito. É uma sede amarga que me deixa amargurada por não conseguir matá-la agora, neste exato momento. Minha sede desidrata mas depois se encher de saciedade. Ela seca pra seguir inundada de tudo aquilo que eu pretendo beber. Uma gota, aquela que provei e que foi suficiente para despertar minha sede de você. Quero ela de volta. E tantas e tantas outras que só você pode me dar. Esta é minha sede. Minha sede de ser a mulher que posso ser. Minha sede de seguir viagem para os lugares que pretendo chegar e sair deste deserto travestido de rotina diária. Tenho sede de novidade. Quero é beber o novo, por que o velho já passou da validade. Mato minha sede que é pra ela não me matar. Enquanto isto, sobrevivo dela com a certeza de que irei aproveitar cada gota, cada gole até que você caiba inteirinho dentro de mim.
criado por P.S
15:03:18